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A História da Raça Cane Corso
17 de novembro de 2017

Padrão da Raça Cane Corso

BREVE RESUMO HISTÓRICO: o Cane Corso é o descendente direto do antigo Molosso Romano. Antigamente, presente em todas as partes da Itália; hoje, ele só permanece em APULIA e nas províncias limítrofes da Itália meridional. Seu nome vem do latim “cohors” que significa “protetor”, guardião da fazenda.

APARÊNCIA GERAL: cão de tamanho médio a grande, robusto, forte e ao mesmo tempo elegante. Seus contornos nítidos revelam músculos possantes.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: o comprimento da cabeça atinge 36% da altura da cernelha. É ligeiramente mais longo do que alto.

COMPORTAMENTO/TEMPERAMENTO: cuidando da propriedade, da família e do gado, ele é extremamente ágil e correspondente; no passado, foi utilizado para guardar o gado e caçar animais grandes.

CABEÇA: larga, é tipicamente molossóide, com uma ligeira convergência dos eixos longitudinais superiores do crânio e do focinho.

REGIÃO CRANIANA

Crânio: largo no nível das arcadas zigomáticas. Sua largura é igual ou maior do que seu comprimento. Sua parte anterior convexa se achata ligeiramente da testa até o occipital. O sulco mediano frontal é visível.

Stop: marcado.

REGIÃO FACIAL

Trufa: preta e volumosa com grandes narinas, bem abertas. Ela é colocada na mesma linha que a cana nasal.

Focinho: forte, quadrado, mais curto do que o crânio (relação crânio focinho mais ou menos 2:1); a face anterior do focinho é plana, suas faces laterais são paralelas. O focinho é tão largo quanto longo. Vista de perfil, a cana nasal é reta.

Lábios: os lábios superiores, moderadamente pendentes, cobrem a mandíbula inferior de maneira que são eles que determinam o perfil inferior do focinho.

Maxilares / Dentes: os maxilares são muito largos, espessos e curvados. A mordedura tem um ligeiro prognatismo inferior. A mordedura em pinça (torquês) é admitida, mas não desejada.

Olhos: são de tamanho médio, ligeiramente ovais e colocados de frente. As pálpebras são bem aderentes. A íris é a mais escura possível de acordo com a cor da pelagem. O olhar é vivo e alerta.

Orelhas: triangulares, pendentes e largas; sua inserção está localizada bem acima do arco zigomático. Amputadas, elas são cortadas em triângulos equiláteros.

PESCOÇO: forte, musculoso, tão longo quanto a cabeça.

CORPO: ligeiramente mais longo do que a altura na cernelha. De constituição forte, sem ser atarracado.

Cernelha: pronunciada, mais alta do que a garupa.

Dorso: reto, bem musculoso e firme.

Lombo: curto e sólido.

Garupa: larga e longa, ligeiramente oblíqua.

Peito: tórax bem desenvolvido nas 3 dimensões, ele desce até o cotovelo.

Cauda: inserida alta, muito grossa na raiz. Amputada na quarta vértebra. Quando o cão está em ação, ela se eleva, sem jamais enrolar ou ficar na vertical.

MEMBROS ANTERIORES

Ombros: longos, oblíquos, bem musculosos.

Braços: fortes.

Antebraços: retos e muito fortes.

Carpos e metacarpos: elásticos.

Patas anteriores: pés de gato.

POSTERIORES

Coxas: longas, largas. A linha posterior da coxa é convexa.

Pernas: secas, não carnudas.

Jarretes: moderadamente angulados.

Metatarsos: largos e moderadamente angulados.

Patas posteriores: um pouco menos compactas do que as patas anteriores.

MOVIMENTAÇÃO: passadas longas, trote alongado. O trote é a movimentação preferida.

Pele: espessa e bem aderente ao corpo.

PELAGEM

Pêlo: curto, brilhante e bem fechado com um ligeiro subpêlo.

Cor: preta, cinza chumbo, cinza ardósia, cinza claro, fulvo claro, vermelho cervo, fulvo escuro, tigrado (listas sobre fundo fulvo ou cinza de diferentes nuanças). Os cães fulvos e tigrados tem no focinho uma máscara preta ou cinza que não deve ultrapassar a linha dos olhos. Admite-se uma pequena mancha branca no peito, na ponta dos dedos e sobre a cana nasal.

Tamanho: Machos: de 64 a 68 cm.

Fêmeas: de 60 a 64 cm.

Com uma tolerância de 2 cm acima ou abaixo.

PESO: Machos: 45 a 50 kg.

Fêmeas: 40 a 45 kg.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

DEFEITOS GRAVES

– Eixos superiores do crânio e do focinho paralelos ou muito convergentes, convergência das faces do focinho.

– despigmentação parcial da trufa.

– mordedura em tesoura, prognatismo inferior acentuado.

– cauda levantada verticalmente, cauda enroscada.

– cão que, na movimentação em trote, anda permanentemente no passo de camelo.

– tamanho superior ou inferior aos limites indicados.

FALTAS DESQUALIFICANTES

– Divergência do eixo crânio-facial.

– Trufa totalmente despigmentada.

– Cana nasal muito convexa ou côncava.

– Prognatismo superior.

– Despigmentação parcial ou completa das pálpebras; estrabismo.

– Ausência de cauda; cauda curta.

– Pêlo semi-longo, muito curto ou formando flocos.

– Todas as cores não indicadas no padrão, manchas brancas largas.

NOTA: Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

PADRÃO EXTRAÍDO DO SITE DA CBKC – http://www.cbkc.org

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